POLICIAIS CIVIS PARARÃO EM 14 ESTADOS.


Policiais federais, civis e rodoviários federais farão uma marcha a partir das 15h desta quarta-feira (21) até a sede do Ministério da Justiça, em Brasília. O ato marca a reivindicação das categorias que defendem que o governo apresente uma política nacional de segurança pública. Até o momento, segundo a Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis), 14 sindicatos de policiais civis, espalhados pelo país, entre eles, São Paulo e Rio, aderiram à paralisação. No Rio, os policiais civis farão uma caminhada da Cidade da Polícia até a Tijuca (zona norte da cidade), onde haverá uma assembleia da categoria. Os sindicatos de policiais civis no Rio Grande do Sul, Ceará e Rio Grande do Norte decidiram em assembleia que não irão aderir ao movimento. Outros sindicatos ainda decidem se participarão ou não do movimento. Já a proposta de mobilização da Polícia Federal está sendo discutida nos 27 sindicatos espalhados pelo Brasil. Já está definido que o sindicato de Brasília fará uma assembleia e depois participará da marcha. Nos outros estados, foram convocadas assembleias para discutir a proposta feita pelo governo federal de aumento da categoria. Os policiais federais afirmam que a ação não irá atrapalhar os serviços de atendimento ao público em aeroportos ou a emissão de passaportes nos Estados. "Ninguém irá prejudicar o serviço nos aeroportos mais do que o governo já vem prejudicando ao escalar poucos servidores para isto. Todo mundo que trabalha nos aeroportos estará lá", afirmou Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Brasília. O Sindicato dos Servidores da Polícia Federal em São Paulo informou que não participará da ação desta quarta. Os policiais estarão em um ato público no sábado (24). O local ainda será definido. A discussão entre policiais federais sobre aceitar ou não o aumento proposto pelo governo causa divisão na categoria. Os contrários querem que o governo também inclua a anistia aos policiais federais que respondem, na instituição, a processos administrativos desde a greve de 2012. O governo federal ofereceu um aumento de 12% agora e de mais 3,8% em janeiro de 2015. Outra questão é que os representantes da PF evitam falar em paralisação dos serviços nesta quarta, apesar da convocação das assembleias. Todos temem retaliação da Direção Geral da instituição caso esta venha a condenar a greve. Na quarta, 14, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu uma liminar (decisão provisória) tentando evitar greve da PF durante a Copa. Caso os policiais cruzassem os braços, o movimento seria considerado ilegal, com pagamento de multa diária no valor de R$ 200 mil. "Você sabe qual será o legado da Copa para a segurança pública? Nenhum. Os índices de criminalidade vão reduzir em todo o país durante o evento, mas depois tudo voltará. Não há projeto voltado para o cidadão. Aquele que paga imposto e vive aqui vai continuar sem segurança", disse Jânio Gandra, presidente da Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis). O movimento de paralisação, por 24 horas, é organizado pela Cobrapol e pela Fenaprf (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais). Os representantes de sindicatos dos PMs nos Estados informaram que não irão aderir ao ato desta quarta, apesar do apoio declarado pela Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais à marcha em Brasília.

Fonte: TN Online.

Comentários

  1. BlogGalinhosOnline21 de maio de 2014 09:42

    Policiais federais, civis e rodoviários federais farão uma marcha a partir das 15h desta quarta-feira (21) até a sede do Ministério da Justiça, em Brasília. O ato marca a reivindicação das categorias que defendem que o governo apresente uma política nacional de segurança pública.

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  2. Policiais federais, civis e rodoviários federais farão uma marcha a partir das 15h desta quarta-feira (21) até a sede do Ministério da Justiça, em Brasília. O ato marca a reivindicação das categorias que defendem que o governo apresente uma política nacional de segurança pública.

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